Quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Bebê de 45 dias morre após atendimento no Hospital Cirúrgico Camboriú; prefeitura apura caso

Foto: Reprodução Internet

Criança chegou à unidade com quadro de reação alérgica e saturação de oxigênio de 78%; Secretaria de Saúde afirma que houve administração de quantidade de medicamentos superior à prescrita

Um bebê de 45 dias morreu após ser atendido no Hospital Cirúrgico Camboriú (HCC), em Camboriú, na quarta-feira (12). A criança deu entrada na unidade com um quadro de reação alérgica após ingerir fórmula e, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, já apresentava alterações clínicas importantes, entre elas saturação de oxigênio de 78%.

Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (13), a Secretaria informou que os registros do prontuário apontam que houve administração de quantidade de medicamentos superior àquela prescrita pelo médico. A circunstância está sendo apurada, mas, até o momento, não há conclusão técnica de que o erro na medicação tenha relação direta com a morte da criança.

Após a intercorrência, foram adotadas medidas de suporte e monitoramento e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado. O bebê foi transferido para o Hospital Pequeno Anjo, em Itajaí, onde recebeu atendimento especializado.

De acordo com os registros disponíveis no HCC, a criança estava hemodinamicamente estável no momento da transferência. Posteriormente, a Secretaria Municipal de Saúde foi comunicada oficialmente sobre o falecimento.

A pasta informou que o Hospital Cirúrgico Camboriú está sob gerenciamento da Associação Hospitalar do Brasil (AHBR), responsável pela administração da unidade e pela gestão das equipes assistenciais.

O secretário municipal de Saúde interino, dr. Henrique Manoel Alves, esteve no hospital por volta das 21h30, assim que tomou conhecimento da ocorrência, para acompanhar a situação e buscar informações preliminares junto à direção da unidade.

Apuração

A Secretaria Municipal de Saúde notificou a administração do Hospital Cirúrgico Camboriú em caráter de urgência para que sejam apresentados esclarecimentos sobre o atendimento.

Entre os documentos e informações solicitados estão a cronologia dos fatos, a identificação dos profissionais envolvidos, os procedimentos adotados, os protocolos de segurança utilizados e as medidas tomadas após a intercorrência.

A prefeitura também determinou a preservação integral do prontuário, documentos e demais registros relacionados ao atendimento.

Segundo a Secretaria, o caso continuará sendo acompanhado e, após a análise técnica dos documentos, poderão ser adotadas medidas administrativas, contratuais e assistenciais, caso sejam identificadas irregularidades.

A pasta também destacou que não irá antecipar responsabilidades ou estabelecer uma relação de causa e efeito entre a administração dos medicamentos e o óbito antes da conclusão das avaliações técnicas.

A Secretaria Municipal de Saúde manifestou solidariedade aos familiares da criança e afirmou que continuará divulgando informações de interesse público conforme novos elementos sejam oficialmente confirmados, respeitando o sigilo das informações pessoais e de saúde da família.